A história que deu origem a tudo: como foi a 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso
Quando a literatura ganhou um novo palco no sertão do São Francisco
A história da Bienal do Livro de Paulo Afonso começou a ser escrita em novembro de 2014, quando a cidade recebeu um evento que viria a se tornar um dos mais importantes encontros literários do sertão nordestino.
A 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso, realizada de 5 a 7 de novembro de 2014, aconteceu no Auditório do Memorial Chesf e marcou oficialmente o nascimento de um movimento cultural voltado para a valorização da literatura, da educação e da memória histórica da região.
Idealizada e coordenada pelo jornalista, escritor e professor Antônio Galdino da Silva, por meio do Jornal Folha Sertaneja, a iniciativa nasceu com um propósito claro: criar um espaço de encontro entre escritores, leitores e pensadores do sertão do São Francisco.
Desde sua estreia, a Bienal mostrou que seria muito mais do que um evento literário — seria um marco cultural para Paulo Afonso e toda a região.

Um encontro de escritores de todo o Nordeste
A primeira edição da Bienal reuniu cerca de 40 escritores, vindos de diversas cidades da Bahia e de outros estados do Nordeste, como:
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Sergipe
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Pernambuco
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Alagoas
Entre os participantes estavam autores de cidades como Salvador, Jeremoabo, Rodelas, Barra, Aracaju, Itabaiana, Petrolândia, Água Branca, Delmiro Gouveia e Maceió, além de escritores da própria cidade de Paulo Afonso.
O evento também marcou a realização do 1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco, fortalecendo o intercâmbio cultural entre autores da região.
Durante os três dias de programação, o público teve acesso a:
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palestras literárias
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mesas-redondas
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recitais poéticos
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lançamentos de livros
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debates sobre literatura regional
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apresentações culturais
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cordel e música
O espaço conhecido como Salão dos Escritores tornou-se um ponto de encontro entre autores e leitores, onde livros foram expostos, autografados e debatidos.
A noite de abertura: literatura e homenagens
A abertura oficial da Bienal aconteceu no Dia Nacional da Cultura, em uma cerimônia que reuniu autoridades, escritores e representantes de diversas instituições culturais.
Entre os presentes estavam:
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o vice-prefeito Jugurta Nepomuceno Agra
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o secretário de Cultura e Esporte Jânio Soares
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representantes da Chesf
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membros da Academia de Letras de Paulo Afonso
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representantes do Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso
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integrantes da Câmara Municipal, universidades e escolas da cidade.
Durante a cerimônia, foram prestadas homenagens a importantes nomes da literatura brasileira e regional, entre eles:
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João Ubaldo Ribeiro
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Ariano Suassuna
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Antônio José Alves de Souza, autor do primeiro livro sobre Paulo Afonso, publicado em 1954.
A noite também marcou o lançamento do livro “Versos Diversos em Verso e Reverso”, dos professores Edson Barreto e Roberto Ricardo, membros da Academia de Letras de Paulo Afonso.
Lançamentos de livros e valorização da literatura regional
A Bienal também se destacou pelo grande número de lançamentos e relançamentos de obras literárias.
Entre os autores participantes estavam nomes importantes da literatura regional, como:
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João de Sousa Lima
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Edvaldo Nascimento
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Luiz Rubem
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Ivus Leal
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Rafael Neto
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Rubinho Lima
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Alcivandes Santana
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Jotalunas
Entre as obras apresentadas ao público estavam livros que abordavam temas como:
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o cangaço nordestino
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a história de Paulo Afonso
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a cultura popular sertaneja
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a poesia regional
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a memória histórica do São Francisco
Um dos momentos marcantes foi o relançamento do livro “De Forquilha a Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros”, do próprio professor Antônio Galdino, obra fundamental para compreender a formação histórica do município.
Debates que conectaram história, cultura e identidade
A programação da Bienal incluiu uma série de mesas-redondas e debates literários, que abordaram temas relevantes para a cultura nordestina.
Entre os temas discutidos estavam:
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O cangaço na literatura regional
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A Chesf e o desenvolvimento do Nordeste
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Educação e desenvolvimento no sertão
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A reforma ortográfica e o papel do escritor
As discussões reuniram professores, pesquisadores e escritores, fortalecendo o papel da Bienal como um espaço de reflexão intelectual e cultural.
Um projeto que nasceu para ficar

A 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso encerrou-se com uma cerimônia de certificação e apresentações culturais, deixando uma marca profunda no cenário cultural da região.
Mais do que um evento, a Bienal representou o início de um movimento literário no sertão do São Francisco, mostrando que a literatura também floresce com força fora dos grandes centros urbanos.
O projeto idealizado pelo Professor Antônio Galdino — O Imortal das Letras plantou uma semente que continua crescendo ano após ano.
Hoje, a Bienal do Livro de Paulo Afonso segue honrando esse legado, reunindo escritores, leitores, estudantes e educadores em torno de um objetivo comum: celebrar o poder transformador da literatura.
















