CBL firma parceria com a 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso e fortalece circuito literário no Nordeste
A Câmara Brasileira do Livro (CBL), uma das mais importantes entidades representativas do setor editorial no país, acaba de oficializar seu apoio institucional à 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso, na Bahia. A parceria marca um avanço significativo para o evento, consolidando-o como um dos principais encontros literários do interior nordestino.
Reconhecida nacionalmente por sua atuação na promoção do livro, da leitura e do mercado editorial, a CBL soma forças à Bienal em um momento estratégico de expansão e fortalecimento cultural. O apoio institucional amplia a visibilidade do evento, cria pontes com o mercado editorial brasileiro e reforça o compromisso com a democratização do acesso à literatura.
A 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso vem se destacando por sua proposta inclusiva e descentralizadora, levando atividades literárias, formativas e artísticas para além dos grandes centros urbanos. Com uma programação diversificada que reúne escritores, educadores, artistas e o público em geral, o evento promove debates contemporâneos, oficinas, lançamentos de livros e ações educativas.

Para a organização da Bienal, a chegada da CBL representa mais do que um apoio institucional: trata-se de um reconhecimento da relevância cultural do projeto. “Essa parceria reforça a credibilidade da Bienal e amplia nossas possibilidades de atuação, conectando nosso território ao cenário nacional do livro e da leitura”, destaca a coordenação do evento.
A iniciativa também contribui para o fortalecimento da economia criativa local, estimulando a cadeia produtiva do livro e incentivando novos leitores e autores. Em um contexto onde o acesso à cultura ainda enfrenta desafios, ações como essa reafirmam a importância de políticas e articulações que valorizem o conhecimento e a formação cidadã.
A 5ª edição da Bienal promete ser a maior já realizada, reunindo experiências literárias inovadoras e ampliando o diálogo entre diferentes territórios e linguagens. Com o apoio da Câmara Brasileira do Livro, o evento dá mais um passo rumo à consolidação como referência no calendário cultural da Bahia e do Brasil.
Sobre a Bienal
A Bienal do Livro de Paulo Afonso é um projeto independente que vem ganhando destaque por sua atuação cultural, educacional e social, promovendo o acesso ao livro e incentivando a leitura em toda a região.
Sobre a CBL
A Câmara Brasileira do Livro é uma entidade sem fins lucrativos que atua na defesa e no desenvolvimento do setor editorial brasileiro, promovendo iniciativas de incentivo à leitura e à circulação do livro no país.
COMISSÃO ORGANIZADORA DA 5ª BIENAL DO LIVRO realiza primeira reunião de alinhamento e reforça união para edição histórica
A 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso deu um passo decisivo rumo à sua realização. A Comissão Organizadora promoveu sua primeira reunião oficial de alinhamento, consolidando estratégias, definindo diretrizes e estruturando a programação que já começa a ganhar forma e força.
Estiveram presentes na reunião os integrantes da comissão: Danilo Alves, Paula Laís, João Pedro, Maiara Santos, Negritto Alcântara e Wellington, nomes que assumem a missão de construir uma edição memorável. Também integram a organização, mesmo não estando presentes neste encontro, Vanessa Estevam e Marileide Bezerra.
Uma Bienal construída pela união
A 5ª edição da Bienal nasce de um momento especial: a união entre a filha do idealizador do evento, Fabiana Galdino, e a comissão organizadora, fortalecendo ainda mais o compromisso com a continuidade e evolução do projeto.
Essa conexão entre legado e nova geração reforça o propósito da Bienal:
manter viva a essência do evento, ao mesmo tempo em que se projeta para o futuro com inovação, diversidade e impacto social.

Programação já definida e grandes nomes a caminho
Durante a reunião, foi estruturado todo o cronograma oficial da Bienal, que já está disponível no site e promete uma experiência completa, reunindo literatura, educação, arte e cultura.
“Estamos construindo algo que vai além de um evento — é um movimento cultural que envolve toda a cidade e valoriza nossas raízes”, destaca a organização.
PROGRAMAÇÃO OFICIAL
25 de Julho – Literatura, encontros e emoções
MANHÃ
09:00 – Abertura Oficial
09:30 – Lançamento da Medalha Professor Galdino
10:00 – Chá Literário
“Entre Xícaras e Palavras, celebramos a literatura”
Lançamento do livro “Conectando Saberes: educação, tecnologia e interdisciplinaridade no Nordeste” e outras obras
11:30 – Abertura do Pátio Antônio Galdino
TARDE
14:00 – Encontro com Arte
15:00 – Sessão Temática I – Prof. Itelmar Oliveira
16:00 – Sessão Temática II – Profª Géssika Sousa Macêdo
17:00 – Literatura no Pátio
NOITE
18:30 – Sarau Antônio Galdino
“Entre versos, páginas e memórias: o Legado de Antônio Galdino”
21:00 – Encerramento
26 de Julho – Conhecimento, cultura e celebração
MANHÃ
08:30 – Palco Cultural
09:00 – Mesa de Abertura
10:00 – Sessão Temática I – Prof. Danilo Alves
11:00 – Sessão Temática II – Arqueólogo Jiovane Gomes
TARDE
14:00 – Oficina – Manhã Literária
14:00 – (Aguardem novidades 👀)
16:00 – Pátio Cultural
17:00 – Sessão de Cinema
NOITE
18:00 – Homenagens & Premiações
19:00 – Encerramento
Expectativa alta: artistas serão revelados em breve
A organização confirmou que novos anúncios estão a caminho, incluindo os nomes dos artistas, escritores e convidados especiais que irão compor a programação oficial.
A expectativa é de que esta edição seja a maior já realizada, consolidando a Bienal como um dos principais eventos literários do interior da Bahia.
Um legado que continua
Inspirada no legado do saudoso Professor Antônio Galdino, a Bienal reafirma seu papel como um espaço de encontro, reflexão e valorização da cultura nordestina.
A primeira reunião da comissão não foi apenas um início — foi o primeiro passo de um projeto que promete marcar gerações.
Realização e apoios
A 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso é:
Realizada pela Folha Sertaneja
Correalizada pela SELIGANAMUSICA®
Com apoio de:
– Alux Projetos
– Secretaria de Cultura Paulo Afonso
– Colégio CETIPA (Colégio Estadual de Tempo Integral de Paulo Afonso)
– NTE 24 – Núcleo Territorial de Educação de Itaparica (Governo do Estado da Bahia)
A história que deu origem a tudo: como foi a 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso
Quando a literatura ganhou um novo palco no sertão do São Francisco
A história da Bienal do Livro de Paulo Afonso começou a ser escrita em novembro de 2014, quando a cidade recebeu um evento que viria a se tornar um dos mais importantes encontros literários do sertão nordestino.
A 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso, realizada de 5 a 7 de novembro de 2014, aconteceu no Auditório do Memorial Chesf e marcou oficialmente o nascimento de um movimento cultural voltado para a valorização da literatura, da educação e da memória histórica da região.
Idealizada e coordenada pelo jornalista, escritor e professor Antônio Galdino da Silva, por meio do Jornal Folha Sertaneja, a iniciativa nasceu com um propósito claro: criar um espaço de encontro entre escritores, leitores e pensadores do sertão do São Francisco.
Desde sua estreia, a Bienal mostrou que seria muito mais do que um evento literário — seria um marco cultural para Paulo Afonso e toda a região.

Um encontro de escritores de todo o Nordeste
A primeira edição da Bienal reuniu cerca de 40 escritores, vindos de diversas cidades da Bahia e de outros estados do Nordeste, como:
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Sergipe
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Pernambuco
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Alagoas
Entre os participantes estavam autores de cidades como Salvador, Jeremoabo, Rodelas, Barra, Aracaju, Itabaiana, Petrolândia, Água Branca, Delmiro Gouveia e Maceió, além de escritores da própria cidade de Paulo Afonso.
O evento também marcou a realização do 1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco, fortalecendo o intercâmbio cultural entre autores da região.
Durante os três dias de programação, o público teve acesso a:
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palestras literárias
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mesas-redondas
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recitais poéticos
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lançamentos de livros
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debates sobre literatura regional
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apresentações culturais
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cordel e música
O espaço conhecido como Salão dos Escritores tornou-se um ponto de encontro entre autores e leitores, onde livros foram expostos, autografados e debatidos.
A noite de abertura: literatura e homenagens
A abertura oficial da Bienal aconteceu no Dia Nacional da Cultura, em uma cerimônia que reuniu autoridades, escritores e representantes de diversas instituições culturais.
Entre os presentes estavam:
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o vice-prefeito Jugurta Nepomuceno Agra
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o secretário de Cultura e Esporte Jânio Soares
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representantes da Chesf
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membros da Academia de Letras de Paulo Afonso
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representantes do Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso
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integrantes da Câmara Municipal, universidades e escolas da cidade.
Durante a cerimônia, foram prestadas homenagens a importantes nomes da literatura brasileira e regional, entre eles:
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João Ubaldo Ribeiro
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Ariano Suassuna
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Antônio José Alves de Souza, autor do primeiro livro sobre Paulo Afonso, publicado em 1954.
A noite também marcou o lançamento do livro “Versos Diversos em Verso e Reverso”, dos professores Edson Barreto e Roberto Ricardo, membros da Academia de Letras de Paulo Afonso.
Lançamentos de livros e valorização da literatura regional
A Bienal também se destacou pelo grande número de lançamentos e relançamentos de obras literárias.
Entre os autores participantes estavam nomes importantes da literatura regional, como:
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João de Sousa Lima
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Edvaldo Nascimento
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Luiz Rubem
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Ivus Leal
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Rafael Neto
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Rubinho Lima
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Alcivandes Santana
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Jotalunas
Entre as obras apresentadas ao público estavam livros que abordavam temas como:
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o cangaço nordestino
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a história de Paulo Afonso
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a cultura popular sertaneja
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a poesia regional
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a memória histórica do São Francisco
Um dos momentos marcantes foi o relançamento do livro “De Forquilha a Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros”, do próprio professor Antônio Galdino, obra fundamental para compreender a formação histórica do município.
Debates que conectaram história, cultura e identidade
A programação da Bienal incluiu uma série de mesas-redondas e debates literários, que abordaram temas relevantes para a cultura nordestina.
Entre os temas discutidos estavam:
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O cangaço na literatura regional
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A Chesf e o desenvolvimento do Nordeste
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Educação e desenvolvimento no sertão
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A reforma ortográfica e o papel do escritor
As discussões reuniram professores, pesquisadores e escritores, fortalecendo o papel da Bienal como um espaço de reflexão intelectual e cultural.
Um projeto que nasceu para ficar

A 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso encerrou-se com uma cerimônia de certificação e apresentações culturais, deixando uma marca profunda no cenário cultural da região.
Mais do que um evento, a Bienal representou o início de um movimento literário no sertão do São Francisco, mostrando que a literatura também floresce com força fora dos grandes centros urbanos.
O projeto idealizado pelo Professor Antônio Galdino — O Imortal das Letras plantou uma semente que continua crescendo ano após ano.
Hoje, a Bienal do Livro de Paulo Afonso segue honrando esse legado, reunindo escritores, leitores, estudantes e educadores em torno de um objetivo comum: celebrar o poder transformador da literatura.
















